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Mostrando postagens de Fevereiro, 2008

MEgalomaníaco

Coisas hediondas ocorrem em minha cabeça. No meu asteróide particular. Coisas não mais hediondas. O mundo é meu. Aqui os valores tribais foram execrados. Fica só o valor da morte. O do não existir... A regra aqui é a exceção. A regra aqui sou eu. Me tranco porque o cinza-escuro de meu quarto me é agradável. Porque o cheiro de mofo é digno de um fracassado, graças a Deus; se eu acreditasse em fracasso ou fracassados. Se eu acreditasse em mim... Nunca somos os mesmos, por isso essa descrença. A maioria é mais facilmente manipulada. E vai valorosa. Quem paga mais para calar? Quem recebe mais para ficar calado?
Mas no fim sempre sou eu contra eu mesmo. Não sei quem vencerá: se a minha parte perdedor ou se a minha parte vencido. No fim sempre haverá ambos, ambíguos. Ah, essa minha defecção... São imponderáveis as minhas dores. É indigna a minha condição. Nem me pergunte que condição, isso não tem relevância. A minha condição simplesmente culmina com 500 anos de histórias mal contadas... M…

ECLIPSE

Eu Também tenho estado nessa condição. Não estou derramado Pois já sublimei. Vago sem forma por aí, louco de luto, porque coisas morrem o tempo todo. Não sou o liquido, não sou o que lhe pode absolver, sorver, enfim eu que sou intragável, intragável eu, o vil, a criatura que se frustra cada vez que escuta um não, eu o nada existencial. vocêsabe quem é você?Eu não sei quem sou, tenho saudades de mim desde que nasci, ainda não me encontrei, estou numa prisão sem muros. Estou solto á mercê de minha liberdade que me mata, que não me diz o que fazer... Será que eu preciso é de um senhor? Não, acho que não... Não tenho vocações para satélite; não tenho vocação para nada muito menos para dizer amém.. Às vezes num eclipse nos encontramos e debulhamos poucas palavras, mas eu não te conheço, no entanto quasejá sei quem é você , Se tem dor agora depois que se curar não mais quererá saber de mim: me tornaria pedante. Será quehá lugar para nós dois?

Boa Sorte

Eu queria alguém que perdesse o sono por mim. Alguém que sentisse algo estranho e aterrador se eu o desapontasse. Mas sou tão enfadonhamente previsível que não surpreendo nada nem ninguém. Assim ninguém perde o sono para discutir comigosempre as mesmas velhas coisas de mim o tempo todo. Já fiquei para trás há muito tempo.Mas estou , também, deixando muitas outras coisas para trás definitivamente. Acabou, “não tem mais jeito, boa sorte”.Isso me mataria: saber que não sou mais amado. O que me mataria, na verdade, seria a ferida no ego, pois sei que uma vez que sobrevivo a mim mesmo, sobrevivereia qualquer outro ser, principalmentese ele não perder o sono por mim, eu sobrevivo sozinho a mim mesmo ...