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Mostrando postagens de Junho, 2008

CARCARÁ

QUANDO EU MORRER, QUANDO EU ENVELHERJÁ SEREI O COMPLETO ESTRANHOPARA MIMPARA O MUNDONÃO TEREI MAIS NENHUMA REFERÊNCIA VIVAJÁ NÃO ESTAREI MAIS VIVO HÁ ANOSQUANDO EU MORRERQUANDO ESTIVER VELHOSE FICARJÁ NÃO SEREI NADANADA ALÉM DO QUE FUI A VIDA INTEIRA:NADAA BODEGA NÃO FECHARÁ AS PORTAS À PASSAGEM DO FÉRITOLAGRIMAS NÃO SERÃO DERRAMADASSOUSEREI UM ESTREANHOESTRANHOO EGOÍSMO DE UMA VIDAVIVIDA PELA METADECOM MEDOE IGNORANDO A ORIGEM DESSEMEDO!!!!MEDO?MEDO...QUANDO EU MORRER NEM SENTIREI MINHA FALTANÃO POSSO ESPERAR QUE O FAÇAM POR MIM...QUANDO FECHARAM O TÚMULOAS CHAGAS APODRECEREMNÃO SEREI MAIS EUE NÃO SEREI NADANÃO ESTAREI NAS LEMBRANÇAS DE NINGUÉMNUNCA TIVE NINGUÉMNINGUÉM NUNCA ME DEIXOU TÊ-LOQUANDO EU EVELHECER SÓ TERIE A VELHICE.NÃO DEIXAREI NADA PORQUE OS ABÚTRES POSSAM BRIGAR, OS DESPOJOS DE UM CORPO VENCIDO PELA GUERRA DA VIDA SERÃO DE QUEM?QUEM VAI QUERER ALGO? EU NUNCA QUIS!!!TIVE UM DIA ATRÁS DO OUTRO ENTRE UM NOITE ESCURA E QUENTE, SEM VENTO SEM CHERO , SEM AROMA DE VIDA, SÓ DE…
O estertor deu lugar a mais pura dor
A esperança se partiu

o fio findou
O que sobrou foi a lama podre da morte

A dor da inexistência supera a dor do existir
O estertor se calou
Soçobrou a vida num estalido
Na frialdade do descaso
O mundo não se acaba
Acaba quem se cala
Você se calou

Mas sempre vou ouvi-la!