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Mostrando postagens de Dezembro, 2008

Sepultamentos

Tem morrido em mim uma poesia a cada diaA cada dia em que não escrevoEm que me omito Meus pensamentos são sepultados em covas rasasTem morrido em mim uma poesiaUma poesia a cada dia que não tiro do peitoEsse rasgo poéticoEsses versos brancos Que a muitos não dizem nadaSão apenas brancosE cada dia sem uma nova poesia eu morro Um pouco ou muito...Mas a cada verso novoNovo ao menos o nomeRenasço mais poético Ou quem sabe mais patéticoO certo é que fico InquietoPois quero em mim O lirismo de algibeiraO lirismo cadenteQuero qualquer coisa poéticaLonge do patéticoO esforço é grandeO êxito incertoO que importa é que estou de luto.

Onde está a civilização?

Onde está o culto?
onde está o belo?
onde está o estético?
onde está o onde?

A civilização de tribos
nos trilhos das desigualdades:
Há quem prefira as beiras...

Triângulos inúteis
Se virei a esquina foi porque assim quis
não, não ultrapassei os limites fronteiriços
Foi uma escolha, não uma imposição.
Não invada minhas fronteiras
Elas têm guardas a vigiá-las

Há quem zele por elas
E não pecamos por excesso de zelos
Somos uma ilha
E nela não há necessidaes de outros mundos
chaves e cadeados cônscios
Ora, ora, ora, quem diria
Que o vulto , é sombra?


Ora, ora
Cavernas e cavernas
Está escuro aí dentro...
Mas é onde você quer ficar

Nem posso
nem devo
condenar

viva no fundo escuro
A luz cega.