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Mostrando postagens de 2009

FIAT LUX....

Companhias de uma noite solitária.
Companhia para um pulmão ofegante e um fígado agonizante,
para distraírem uma alma perdida
numa noite quente de um verão qualquer
em frente a uma tela negra.

SELF...

Em mim restava apenas a leve risada, às vezes bem pesada e estridente: uma tentativa de interagir e de ser irresponsável. Mas em mim jaz um velho rabugento que no fim desconhece seu lugar. As tentativas foram inúmeras, e eu não pertencia àquilo, não pertecencia  
a nada... 
           Esses arroubos existencialistas de toda sorte me irritam... Existo, existo, e já basta, ou pelo menos já bastaria.
- Nothing is enough, nothing is good enough to exist itselself, myself...

Listning...

A letra não retrata o meu atual "espírito", mas é bonitinha e a música muito boa, na voz de Billie Holiday...

Trav'lin', trav'lin' all alone

I'm so weary and all alone
Feel tired like heavy stone
Trav'lin', trav'lin' all alone
Who will see and who will care
Bout this load that I must bear
Trav'lin', trav'lin' all alone
Prayers are said to heaven above
'Bout my burdens,woes and love
Head bowed down with misery
Nothing now appeals to me
Trav'lin', trav'lin' all alone

Give me just another day
There's one thing I want to say
Friends are well when all is gold
Leave you always when you're old
Trav'lin', trav'lin' all alone


Há pessoas que nunca tiveram uma fase gold na vida, acho que só usaram essa palavra apenas para rimar com old, old... o que no fim é democrático, salvo os que morrem jovens...

Amantes

- Hoje seriaum dia em que mataria cada um desses idiotas - um por um - com requintes exagerados de crueldade. Imbecis!!!

-Hoje eu lhe daria uma metralhadora para que você não se cansasse, assim não correria o risco de ficar sem matar todos que você quisesse...


Ah, o amor é lindo, não?
Uma combinação perfeita é dirigir e ouvir música. Antes mesmo de ligar o carro já ligo o rádio. Às vezes reduzo um pouco a velocidade para dar tempo de ouvir toda uma música antes de chegar ao meu destino...
Quando a viagem é longa, ah eu até posso correr, mas vou na velocidade, no compasso de cada musica que mergulha nos meus ouvidos. Ando armado com algumas horas de músicas. Afinal o que é uma vida sem uma canção?
Minha vida tem trilha sonora, meus momentos têm trilha sonora. Tanto que às vezes me acho até meio escravo, explico, algumas lembranças podem estar quase esquecidas, quando ouço tal musica, me vem na cabeça alguém, alguma coisa, um momento, ora, bons, ora ruins, isso nem importa, o que importa que a trilha sonora é boa, mesmo que a cena seja desagradável, ou que o personagem tenha sido apenas um bufão, e dái? Me fez rir, isso é bom, não?
De música em musica, vou suportando a vida, vou cantando para espantar qualquer coisa ruim que queira chega…

Lumières

Não gosto do romantismo, mas se tivesse sido poeta teria sido poeta romântico; o spleen me acomete, o spleen me enche o saco, deveras. E minha vida oq eu teria sido ? um romance onde se morre de amor? Já isso eu não sei, não viveria por ninguém, muito menos morreria por alguém.
Dúbia a vida mas cá dentro dessas reentrâncias megalomaníacas eu me escondo, de mim e dos outros, só para não viver um romance romanesco, só para não, quiçá, morrer de amor, porque de amor não se morre se vive e eu, bem, eu não vivo. O dualismo me fascina . o maldito Empfindsamkeit, que coisa, não? Mas como não ser dicotomizado, costumizado no mundo em que todos são iguais? E lutam por essa igualdade maquiada?
O que será que vem agora ? o século de quê? Certamente não será nada a ver com o Aufklärung. O século dos retalhos, dos processos sereais, nada novo, mas de tempos em tempos tudo volta a determinado tempo, nostalgia pura, linearidade-cíclica o passado hora ou outra volta à Voga.…

Ode ao meu leitor ou leitora anônima (me divirto com isso)

O que transcrevo a seguir, óbvio ,nao é meu, mas vem a calhar, como um regalo literário aos leitores anônimos e rudes e que se acham patifes... lol:

Blues da Piedade

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos…

Na algibeira

Meu existencialismo, que trago na algibeira, não me deixa existir. Ele é uma canção velha que não me sai da cabeça, que se repete, que repete e que eu gosto de ouvir. Ah, o meu existencialismo não, não me deixa existir, existir, existir. Apenas penso, penso, penso repetidamente no existir, no existir que não me deixa existir. A razão se encobre de negro, meus pensamentos despidos são arredios e acabam por me dizerem nada. Ou eu que não ouço nada, morrendo afogado no nada que existe em mim. [é, de fato um retrocesso, mas afinal nunca soube o que é progresso. Tanto que estou aqui e não ali.

Patifes, por quê não?

Certamente Sou uma das maiores pessoas que você teria a oportunidade de conhecer. Mas a muito poucas eu me permito que isso aconteça. E grandiosidade não lhe diria de finanças, pois nesse caso seriam dois anões ao invés de um só.
Cada vez mais restrinjo evadir o que sou, porque a vida não se divide com gente patife, o que aliás, é o que mais há por ai nesse mundao sem porteira.
Aos estáticos ou ao efêmeros sou o oposto um do outro. Evoluo com o passar do tempo e com as parcas e poucas pessoas que conheço e que permito que me saibam.
Dentro desse conhecimento alheio me misturo com um pouco de piedade: a ignorância causa pena. Alguns pensam que podem mudar o mundo, triste isso. Alguns se acham invencíveis, patético isso. Outros tão grandiosos e não passam de um... Eu sou o que os outros não são, o que os outros não suportam por estarem aquém, por serem demasiado medíocres.
Sou tudo menos o que você acha que sou ou o que eu aparento ser diante de suas fuças.

Animus confidendi

VAMOS BRINCAR DE SÓ DIZER A VERDADEVOCÊ CONTA AS SUAS MENTIRASCOMO SE FOSSEM VERDADESEU ACREDITOE CAMINHAMOS JUNTOS EM DIREÇÃO AO SOL.E LÁ ASSISTIREMOS A NOSSA PRIMEIRA TEMPESTADE SOLAR...JUNTOS...

Tablado

Vez ou outra surge em mim a alguns questionamentos quanto a manter ou não certos vínculos. Sempre chego, embora às vezes me esqueça disso, à conclusão de que não sou árvore, portanto não devo ter a intenção de criar raízes. Estou mais para pedra de correnteza: não cria limo. Mas isso não que dizer que alguns vínculos não sejam indissolúveis. Há sim , os vínculos que quero manter e que passam pela reciprocidade. Na vida a gente só descarta o que é descartável, sem possibilidade alguma de reaproveitamento. Aprendi a descartar o dispensável, aprendi a fazer pouco de quem é pouco, de quem se faz pouco ou de quem insiste apenas em ser coadjuvante.
Há vários palcos por aí, a bem da verdade. A escolha é saber que papel interpretar em cada um deles. Alguns preferem fazer pequenas pontas que nos próximos episódios já estarão completamente esquecidas, já outros se confundem com a trama de sua vida.

barcaças

Há anos não havia chorado, há anos me tenho tido calado, mas às vezes o
fardo de ser adulto fica muito pesado,
o fato das coisas não serem como achamos que é corretoNos fere a alma.
o motivo de meu choro não importa, o que importa é que a vida é feita de
retalhos e se quer chamar esses retalhos de amor, que seja, mas o que
fazer com o que é rasgado, quando se rasga ainda mais? Despedaça-se ainda
mais?
Estou à deriva com meus pensamentos tolos e vãos,Não tendo com quem
entendê-los,E nem sei se quero ter alguém para tanto.
os retalhos de nossas vidas rasgados despedaçados, nus, desbotados! o que fazer quando não houver mais retalhosnem linhas para remendá-los?
Estou ao léu...
no mar sem tripulação
ainda que tivesse a tripulação não saberia para onde ir...
mas isso é coisa passageira, logo, logo muda, os remendos do passado
ficarão apagados e olvidados...No passadoE os ventos soprarão errantes...

Temporlidades intrasmutáveis

Estive falando com minha mãe outro dia. Disse-lhe que achava que eu tinha mudado, e muito. Ela, para minha surpresa(ou não), disse que eu não mudei absolutamente nada. De certo modo fiquei aliviado, pois não queria ter mudado mesmo. E como ela me conhece mais do que eu mesmo, já que é uma expectadora de minhas errantes ações, que no fim mantém um padrão comportamental recorrente.
Achar que havia mudado talvez tenha sido um desejo bobo de não estar onde estou. Acho que sou como a margem do rio: sempre contempla as águas passarem, o que elas trazem e o que elas levam, às vezes é alterada por uma conreteza mais forte, por um entulho que a propria água mais tarde se engarrega de levar.
Assim não creio (ainda como consolo) que não mudar seja algo tão ruim. Se não como a margem de um rio, talvez também possa ser como as nuvens que sempre andam mudando e no entanto nunca deixam de ser nuvem.
Deixamos de ser muitas coisas em detrimento de outras, somos tantas outras em prol de erros... E no f…

Móbiles

Resolvi , assim do nada, me livrar de umas papeladas que havia na estante e em algumas gavetas, posto que encontrei (o que transcrevo logo abaixo) o que postei via sms para um amigo há alguns anos. Muito provavelmente em meados de 2005.

Via celular
- Vc me deu um sentido verdadeiro ao q é amizade. A minha por vc é imponderável. Silencio perante os desmundos e me comprazo c nossa dor.

Clecheirosamente as vistas me dizem sempre não: não pertence a nenhum desses desmundos. Sou uma cadeira numa platéia rala. Não sei a q pertenço. Ao cataclismo? Sou apêndice. Quero me amputar.

Pensei q não teceríamos comentários degradantes a respeito um do outro... melindre?

Não há mascaras! Há imediatismos. A vida são escolhas . vc deve fzr as q melhor atendem aos seus desejos e fugas. A mim não tem que explicar nada! “deixe-me ir,preciso andar... sorrir p não chorar” epifania das dores de desmundo.

Não me procuro pq si q não me acho. Trouxe a corda, a cicuta e a vida para acabar? Temo …

Vaidades

A paixão e piedade andam lado a lado, diferentes do óleo e da água, elas se misturam perfazendo um martírio ilusório de necessidade recíproca. É uma dança de vaidades mesquinha que se apraz com o fingimento mútuo, na tentativa burlesca de ser parte do outro.

O benefício da duvida e suas mazelas

Quem nunca vacilou na vida ? Quem nunca fez algo que achava que era certo, e que com o passar do tempo descobriu que era mais do que errado? Mas isso nem tem importância, o que importa é que no momento em que se viveu o erro, você o fez por crer que era verdade e naquele momento não havia mentiras, era só você e os eu erro, juntos, conjugados, cúmplices, pelo menos aparentemente e aí entra o benefício da dúvida: se foi amor não sei, o que sentiram por mim, mas o que eu senti... já também não sei se foi amor. Isso nem tem importância. O vacilo da solidão acalanta, o bafo de tristeza faz você acordar e percebr que a vida é essa merda que já estava acostumado desde sempre. Por isso é BOM não se acostumar com a felicidade, ela é fugaz, excêntrica, lascívia e infiel. A qualquer momento ela te abandona e vai viver nos braços de outro. O pior é você colocar a felicidade nos braços de outros, pois assim você se torna um retardado vitimizado pela dependência psicológica a que se atrela. O …

Linger...

Vive-se por muito pouco
Morre por muito

Tudo é razao de morrer
Tudo é pretesto para desistir
Tudo leva à morte

viver já foi
morrer é vogue...

Morre-se por todo o motivo
Porque viver já não vale a pena

Venha, vamos morrer juntos nesse buraco
Cinza e frio
Porque a felicidade é triste
E não quero ser feliz...

Gone with the wind

Não, o vento não soprou...
Não havia poeira nos meus olhos
the fog was thin
I was blind
blind?

I was alive
but a false love cannot
survive...

Wow I felt it
Now I feel IT

well well well

go hell
who cares anyway
the fuckpain?

Paralelas

Tenho esquecido algumas portas abertas
Ou sempre tenho a impressão de
Tê-las deixado abertas
Por que não as fecho, afinal?
A sensação da porta aberta
Apreensão
A qualquer momento alguém entrará
A qualquer momento serei tomado de assalto

Algumas portas não foram fechadas
Foram relegadas ao léu

Não tenho forças para fechar as portas, por completo
Esqueci-me das chaves
Não tenho as chaves

Algumas portas fecharam-se na minha cara
E outras ainda que entreabertas
Não me deixam passar
Tantas dores encobertas
Vistas pelas frestas das portas

Dicotomias

O velho pelo novo
O velho pelo novo velho
Até que ponto alguma mudança é mudança?

O certo pelo duvidoso
Até que ponto alguma coisa é certa?

O que é certo?
O que é novo?

Limites
Fronteiras
O amor vai até Aqui
Daqui não pode
Nem quer passar

O que é esse maldito amor
Que arde
Que é brando
Que sufoca?
O que é esse amor que acalanta
Que liberta
Que arde de prazer?
É diferente do que arde por arder
Com medo de se arrepender?
E no fim tudo terá sido arrependimento

Há anos me arrependo de ser eu
Precisamente quando nasci

Ser outro é coisa mais fácil
Viver a vida de outro é mais fácil
Não ser eu é mais fácil
Não escolher
Deixar que escolham
É mais fácil

Que amor é esse que impõe limites
Em nome do orgulho
Da possessividade?
Que amor esse que não liberta?

Gritos internos me rasgam a alma
Já não tenho obrigações de nada
Já não tenho nada
Se não for como eu quero
Não vou te amar...

Photo, Luz, Imagem

Estagnada
uma imagem
Uma fotografia
O fogo congelado
Brando
Mostrando
o sempre
O mesmo
A foto
A luz congelda
Parada
Freeze, Freeze

Estátuas esculpidas pela
lLuz
A foto
Pára o tempo


A máquina do Tempo
O retrato esquálido
O testemunho de que a vida
Passa


O espelho não mente
O cérebro esquece
Fica demente
Você envelhece...

A fotografia não mente
O espelho
De repente
Você se olha e não é mais
O mesmo

O tempo passou
Você nem percebe

Ainda é pueril
Ridículo

Tic-tac
tic-tac

fotografias
fotografias
Amenizam as agonias.

Eu já fui uma brasa
Hoje nem ardo mais...
Apagado

Lightgraphy?
Luzgráficos?
Photo?
Luz
Radicais livres
Que aprisionam

Em breve a luz cessa

E no escuro todos os gatos são
Pardos

Mesmo no escuro
Eu não sou uma coisa nem outra

Foto-luz, rugas-registros, passa-tempo
O retrato esculpido pela vida
pela luz
pela dor
faz de mim o que sou

Novo ou velho
Já não sou mais o mesmo
Já não sou eu
Quem sou?
Quem quero ser?

Perfeito

Hoje eu iria criar a poesia mais perfeita
Mas vou deixar para depois
Num momento de ócio criarei
o meu criativo

Disperso
longe de dipersões
Criarei o verso mais bonito do mundo
Em um segundo serei famoso
Perfeito, pronto e acabado
Mas isso
isso só amanhã

Hoje é cedo demais
Amanhã quem sabe
Tarde demais...

Amanhã farei coisas quen unca fiz
Me lançarei no espaço
ao passo da mais doce canção
que ainda irei compor

Amahã
se ainda houver tempo
Farei um novo mundo


Mas só amanhã

Hoje estou Cansado.

Norte

Talvez, de fato a única direção seja
O Norte.

Avante rumo ao norte
Norteado
Norteando
Rateando
tateando...

Na direção
Norte que rima com morte
E quiça com sorte

Consorte
De novo apenas um Norte
ainda que vil ou torpe
É sempre o rum do norte
É pra lá que se aponta

A ponte ruiu...
Ah, sorte infame
descrente...
Sem rumo
No fim

Pontes e fronteiras

Se permitir ir além e de repente esse além o deixa
Aquém
Se permitir ir ao encontro de dois mundos
Que se chocam, colidem
impossíveis de se tornarem um só
Só você é um
o outro
os outros
não...

Quero ir além da fronteira do comodismo
Convencional
Me convençam de que estou errado
De que não posso amar
O Norte
O Sul

Qual seria o problema
De viver em dois mundos?

Por que não posso ser lunático?

Dramático?
Quem? eu?

Não, Não!!!

Quero ser uma ponte
Não quero o Norte nem o Sul
quero ligá-los um ao outro
Quero-osligados a mim

quero ser a ponte destoante

Quero ser a ponte...

Embriaguês

Garçom, por favor,
Estricnina para um, numa dose dupla
Pois tenho pressa
Não posso me demorar
Já demorei demais
Por favor, num drink luxuoso
Quero pensar que também o fui um dia
E na hora da paralisia
Me deixa estrebuchar no chão como o rato
Que sempre fui

Um drink para dez, numa taça só, por favor...
Hoje estou com sede e quero beber...
Recomendo , ainda , a tal da estricnina
A cicuta é muito demorada
Tomo-a desde que nasci...
E até agora nem morri.

É com estricnina a rima
E assim vou cumprir a minha
Sina
No buraco longe
Dessa rima
“Você não me deixa, eu que me perco dentro de mim mesmo.
fico em um turbilhão de pensamentos
E eles próprios me enganam..”

Perder-se ou achar-se é conveniência pura
Talvez pretexto para se enquadrar
E suas pantalonas verdes exclusivas

Para achar-se que tal ser fútil
Ser normal e massa de manobra?

Ser fútil é querer ser diferente?
Somos todos iguais nessa luta
Que lutamos tentando sermos diferentes
Em ser diferentes que somos iguais

Mas sua futilidade me fascina
Seu jeito
Não-tô-nem-aí-pro-outros...
Sua vida progressiva
Sua vida expressionista suas
Visões progressistas
Expressionistas e impressionistas
Me impressionam me dizem pouco
Do que é
Mas quem disse que é necessário saber muito?

Quem disse que há a necessidade de se saber algo?
O seu desejo é despertado
Por certos ajustes
Sua felicidade é fácil de comprar e pagar
Talvez a fixação seja um por um brinquedo ainda que barato
Inatingível neste instante...


Avante, mais progressivas virão
Mais verdes pintarão em sua vida cor-de-rosa
Ou azul-bebê...

Avante com to…

CINZAS

Superar o passado, como se fosse fácil
Fechar a janelas
Bater a porta
Cerrar os pensamentos e
PensAR no agora como um regalo
Mesmo que ele queira matá-lo

Mas não, não esqueço o passado porque ele insiste em parecer melhor do que o agora, talvez... ou não
Mas, não, não vivo.
Bato o desgraçado do ponto
porque minha casta não me permite outra coisa.
Estou contente com o presente que me deram
Ou terá sido um regalo?
Se crescemos na adversidade, por que será que sou tão pequenino?
Por que não decanto os meus cantos de canto, como poeira?
Por quê?

Da brasa às cinzas
SerRÁ que algum dia ardi de qualquer maneira?
Por quê?
Para quê?