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Mostrando postagens de Janeiro, 2009

O meu aDeus sem nome

Aos que morreram o meu AdeusAdeus atrasadoEnclausurado, anestesiado, retido, recalcadoO meu aDeus sem nome,O meus adeus enfadonhoAos que morreram e eu não dei o meu adeusComo posso compensar o remorso do “eu te amo” tardio?Aos que viverem,Serei eu, agora, um melodramático?Andarei, agora, com um “eu te amo” não algibeira?Sentimentalóide tardio?O grito que não escapuliu?O amor tardio Já não diz nadaO tédio da saudadeA mácula da vulgaridade do ódio(Odiar é mais simples e mais fácil)
Aos que morrerem as minhas saudadesMinha nostalgia alienadora Melancolia sem remédio.
O silêncio de minha dor não dirá mais nada...

Paranóias decapitadoras

Paranóias decapitadoras Alguém está me seguindoAlguém vai me trairAlguém está falando mal de mim Ninguém é como eu queroNinguém ninguémO melhor a fazer é se desamarrarO melhor é ser egoísta Por assim não se divide nadaCom ninguém.Cada um com sua paranóia Cada hum com seus medos Trancados, sósNa escuridão de seus pensamentos O problema da paranóia É que, de fato, não há quem o sigaÉ isso mesmo: ninguém estar seguindo você.Você está só.O seu medo é não ser seguidoSer ouvidoSer surdo é o a dorAdora a dor de ser seguidoAdora a dor de ser esquecidoOu a dor de ser esquisito .No fim , sempre no fim Repetidamente: A dor dos outros não dói.A dor não diz nada, desde que não seja você quem a sente.Hum, acho que tem alguém me seguindo, vou correr...Perdi a cabeça...