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Mostrando postagens de Fevereiro, 2009

Embriaguês

Garçom, por favor,
Estricnina para um, numa dose dupla
Pois tenho pressa
Não posso me demorar
Já demorei demais
Por favor, num drink luxuoso
Quero pensar que também o fui um dia
E na hora da paralisia
Me deixa estrebuchar no chão como o rato
Que sempre fui

Um drink para dez, numa taça só, por favor...
Hoje estou com sede e quero beber...
Recomendo , ainda , a tal da estricnina
A cicuta é muito demorada
Tomo-a desde que nasci...
E até agora nem morri.

É com estricnina a rima
E assim vou cumprir a minha
Sina
No buraco longe
Dessa rima
“Você não me deixa, eu que me perco dentro de mim mesmo.
fico em um turbilhão de pensamentos
E eles próprios me enganam..”

Perder-se ou achar-se é conveniência pura
Talvez pretexto para se enquadrar
E suas pantalonas verdes exclusivas

Para achar-se que tal ser fútil
Ser normal e massa de manobra?

Ser fútil é querer ser diferente?
Somos todos iguais nessa luta
Que lutamos tentando sermos diferentes
Em ser diferentes que somos iguais

Mas sua futilidade me fascina
Seu jeito
Não-tô-nem-aí-pro-outros...
Sua vida progressiva
Sua vida expressionista suas
Visões progressistas
Expressionistas e impressionistas
Me impressionam me dizem pouco
Do que é
Mas quem disse que é necessário saber muito?

Quem disse que há a necessidade de se saber algo?
O seu desejo é despertado
Por certos ajustes
Sua felicidade é fácil de comprar e pagar
Talvez a fixação seja um por um brinquedo ainda que barato
Inatingível neste instante...


Avante, mais progressivas virão
Mais verdes pintarão em sua vida cor-de-rosa
Ou azul-bebê...

Avante com to…

CINZAS

Superar o passado, como se fosse fácil
Fechar a janelas
Bater a porta
Cerrar os pensamentos e
PensAR no agora como um regalo
Mesmo que ele queira matá-lo

Mas não, não esqueço o passado porque ele insiste em parecer melhor do que o agora, talvez... ou não
Mas, não, não vivo.
Bato o desgraçado do ponto
porque minha casta não me permite outra coisa.
Estou contente com o presente que me deram
Ou terá sido um regalo?
Se crescemos na adversidade, por que será que sou tão pequenino?
Por que não decanto os meus cantos de canto, como poeira?
Por quê?

Da brasa às cinzas
SerRÁ que algum dia ardi de qualquer maneira?
Por quê?
Para quê?