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Mostrando postagens de Outubro, 2009
Uma combinação perfeita é dirigir e ouvir música. Antes mesmo de ligar o carro já ligo o rádio. Às vezes reduzo um pouco a velocidade para dar tempo de ouvir toda uma música antes de chegar ao meu destino...
Quando a viagem é longa, ah eu até posso correr, mas vou na velocidade, no compasso de cada musica que mergulha nos meus ouvidos. Ando armado com algumas horas de músicas. Afinal o que é uma vida sem uma canção?
Minha vida tem trilha sonora, meus momentos têm trilha sonora. Tanto que às vezes me acho até meio escravo, explico, algumas lembranças podem estar quase esquecidas, quando ouço tal musica, me vem na cabeça alguém, alguma coisa, um momento, ora, bons, ora ruins, isso nem importa, o que importa que a trilha sonora é boa, mesmo que a cena seja desagradável, ou que o personagem tenha sido apenas um bufão, e dái? Me fez rir, isso é bom, não?
De música em musica, vou suportando a vida, vou cantando para espantar qualquer coisa ruim que queira chega…

Lumières

Não gosto do romantismo, mas se tivesse sido poeta teria sido poeta romântico; o spleen me acomete, o spleen me enche o saco, deveras. E minha vida oq eu teria sido ? um romance onde se morre de amor? Já isso eu não sei, não viveria por ninguém, muito menos morreria por alguém.
Dúbia a vida mas cá dentro dessas reentrâncias megalomaníacas eu me escondo, de mim e dos outros, só para não viver um romance romanesco, só para não, quiçá, morrer de amor, porque de amor não se morre se vive e eu, bem, eu não vivo. O dualismo me fascina . o maldito Empfindsamkeit, que coisa, não? Mas como não ser dicotomizado, costumizado no mundo em que todos são iguais? E lutam por essa igualdade maquiada?
O que será que vem agora ? o século de quê? Certamente não será nada a ver com o Aufklärung. O século dos retalhos, dos processos sereais, nada novo, mas de tempos em tempos tudo volta a determinado tempo, nostalgia pura, linearidade-cíclica o passado hora ou outra volta à Voga.…

Ode ao meu leitor ou leitora anônima (me divirto com isso)

O que transcrevo a seguir, óbvio ,nao é meu, mas vem a calhar, como um regalo literário aos leitores anônimos e rudes e que se acham patifes... lol:

Blues da Piedade

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos…

Na algibeira

Meu existencialismo, que trago na algibeira, não me deixa existir. Ele é uma canção velha que não me sai da cabeça, que se repete, que repete e que eu gosto de ouvir. Ah, o meu existencialismo não, não me deixa existir, existir, existir. Apenas penso, penso, penso repetidamente no existir, no existir que não me deixa existir. A razão se encobre de negro, meus pensamentos despidos são arredios e acabam por me dizerem nada. Ou eu que não ouço nada, morrendo afogado no nada que existe em mim. [é, de fato um retrocesso, mas afinal nunca soube o que é progresso. Tanto que estou aqui e não ali.