Pluie nous aide à voir
E sem ajuda não conseguimos ver
Nada!
A chuva ajuda
Inunda...
Toma, chega...
Cíclica como a lua
Imprevisíveis mulheres...
A chuva, a lua e a maré
cabaré
luar
lupanar...
A chuva ajuda
O escuro revela....
vela
revela
desvela...
Inundações pulsões de mortes vãs...
CLAUSTROMANIA
19/05/12
02/05/12
Encontros insistentes
02/04/12
rpt

a vida se repete e se perde a graça.
A vida se repete
A vida se emudece
a vida passa
Assim tão de repente.
Não é fresco de um cheiro de char de erva doce.
Não é um chocalho,
Não é um móbile
Aliás, depois de certo tempo
Nada se move.
Não é o cheiro sereno
é o cheiro ocre da velhice.
Enlheio de anos
Récuas de anos
anos vagabundos
pesados
alienados
mal vividos
mal amados
um vida suportada, emprestada
não devolvida...
É preciso tanta vida?
vivida num eterno crepúsculo?
01/03/12
À flor da peleventos
bicas, tempestades, copos
moinhos de ventos vãos.
A luta é contra
O invisível,
O intangível,
O indizível memorável.
Moinhos de ventos, esses monstros que perseguem os sonhos,
que os moem,
que os fazem nada, de nada.
Sopram para longe, bem para dentro de sua terra árida
O escândalo da visa alheia
Que se tornou a sua.
Vai com o vento, nesse relento
Nesse momento ébrio.
Porque sóbria mesmo é a dor
Que exala à flor da pele o cheiro acinzentado de uma vida...
24/11/11
Pretéritos imperfeitos
o tempo passa
e nao nos damos conta dele
com o tempo as ranhuras do tempo não incomodam mais
Marcam
colam
chegam
ficam
apagam
passam
Ah, o tempo
impreciso
inquietante
tempo amigo inimigo
ampulheta
uma vida a menos
um dia a menos
Escritos
em linhas quaisquer
E rimas rotas soltas
Sem sentir passou
ficou
acomodou-se
Sepultamo-nos
passagens passageiros
ligeiros
E com o tempo
será tudo
pretérito
inquieto...
15/09/11
Torta di riso
(...)O domingo era todo aquela barraca de doces, meu desejo e meu desejo...
Durante grande parte daqueles domingos, eu me deparava com o que eu não podia e só queria isso. O bolo incolor me deixava com água na boca e dor na alma. Se o tivesse provado, hoje só estaria com a dor. Dói muito realizar um sonho. A sensação é de esvaziamento. Como nada realizei, ou coisa alguma me foi concedida, parei de sonhar. Sou todo dor e falta de bolo de arroz ...
Minha infância chegou a ensaiar um gosto; minha vida de adulto nem isso. E ainda criança o homem na t.v. dizia que o céu era o limite. E minha infância me dizia, dentro de seu amargor insípido: o bolo de arroz é o limite...
21/08/11
27/07/11
Não não é falta de confiançaÉ medo de julgamento
É
medo de reprovação e se sentir menor
Não há o que discutir
Não sou cura...
Não sou luta
Tô seguindo em frente
Cada vez menos a frustração me encontra...
Eu não tenho medo
Para confiar tem que ser forte.
Eu confio porque não me frustro
Porque não idealizo imbecis que me batem à porta.
Portas cerradas, janelas cerradas
l'amicizia è finita
Como a vida é finita
breve, efêmera, passageira.
Deem-me passagem, passageiros!
21/07/11
Black Eyes
Ver seus olhosestar em sua presença
ou lembrar de sua existência me trás
Angústia, tristeza.
Olhar nos seus olhos era mergulhar na nas noites tórridas de verão
Era imaginar que a luz nunca chegaria.
Mirar a sua cara
era mirar a tristeza de sua existência de sua carcaça
sem essência
Longe de mim e com sua presença obliterada
Lembranças de você quase apagadas...
Incorrem em mim a maldita tristeza sua.
Da vida que você me roubou
da vida que deixei você roubar.
Soubrou-me agora
A liberdade, do tempo de ainda ser feliz.
Tantear a infelicidade
Foram os momentos em que toquei você.
19/07/11
Arrastão
Meias perdidas
Gavetas fechadas, cerradas!
Meias,meias
cheias
meias verdades...
Se perca pelos meios e enleios
Meios caminhos
Meias,meias meias...
Tô meio meio
vazio, esquálido
quadrado.
Gavetas fechadas, cerradas!
Meias,meias
cheias
meias verdades...
Se perca pelos meios e enleios
Meios caminhos
Meias,meias meias...
Tô meio meio
vazio, esquálido
quadrado.
17/07/11
Desmundos
Sempre perto
Sempre ali na esquina
E sempre volto às pressas
O melhor de ir é poder voltar
Nunca parti porque em qualquer parte seria eu
Qualquer parte do mundo não me deixariria para trás
Tudo tão engessado
Preso
Pior seria partir e não ter para quem voltar
Não ter para onde voltar
Na retilínea vacância da exisência
Partida, dividida, repartida.
Voltas e revoltas e revolições
Todo parte para um fim.
13/07/11
Partidas
Arrume as malas
pegue o primeiro voo,
O destino mais longe
Vá, vá
Vá para viver, não para morrer.
Largue, se agarre às loucuras
Siga-as... viva-as...
Eu vou ficando aqui
Sedimentando a vida
A existência
E o que será que tem além da porteira
da linha do trem
de estrada,
da vida?
Pegue o primeiro trem
Parta.
12/06/11
SENDA
Deixe que alguem entenda
A senda que te tenta
A senda que te leva a algures
Lúgubres
A senha que permite a fulga
que permite a vida
A senha do caminho, da senda,
Não é nada
É só a noite de domingo de desanima
Que desvenda a pequenez...
A senda que nem desvenda
é só uma rima... que quebra
na próxima esquina...
Caminhos tortuosos desvelados...
A senda que te leva a algures
Lúgubres
A senha que permite a fulga
que permite a vida
A senha do caminho, da senda,
Não é nada
É só a noite de domingo de desanima
Que desvenda a pequenez...
A senda que nem desvenda
é só uma rima... que quebra
na próxima esquina...
Caminhos tortuosos desvelados...
08/06/11
Cinzas
29/05/11
HD
28/05/11
Círculos imprefeitos
25/05/11
Bifurcações
Bifurcações ambíguas
Veredas
becos e encostas reencontrados
Fazem
a figura inteira de uma vida
Cada caminho que caminhei
cada pegada que deixo
Faz de mim um retalhoRemedandado com tantos outros...
17/05/11
Telhas,telhados, chuvas e chuviscos
No telhado
Da telha
do alto
do topo
da cumieira
Às vezes só vêm arsneiras
Umas gotas e umas goteiras
Gota a gota a vida passa
telha a telha a vida se faz
E se desfaz...
Ventos ventanias
casas descobertas
almas reveladas nuas
cruas...
Feridas doídas, doidas de dores.
Do alto do telhado antevejo o futuro
E revejo o passado.
O presente é um regalo não desembrulhado.
Da telhado alto
do topo
da cumieira
Às vezes só vêm arsneiras
Umas gotas e umas goteiras
Gota a gota a vida passa
telha a telha a vida se faz
E se desfaz...
Ventos ventanias
casas descobertas
almas reveladas nuas
cruas...
Feridas doídas, doidas de dores.
Do alto do telhado antevejo o futuro
E revejo o passado.
O presente é um regalo não desembrulhado.
15/05/11
Abrazos Rotos
Não quero os seus abraços disfarçadosSeus beijos comedidos
Seus falsos entusiamos
Quero a minha liberdade
A falsa liberdade de mim
Não quero a violência dos seu abraços
Não quero o estupor do seu calor
A gratuidade de seus atos perfeitos
Ah, nefanda ilusão
Certa mesmo é a ilusão
De seus abraços partidos,
Repartidos, divididos.
14/05/11
Necrópolis
Chega um tempo na vida
Que na vida só restarão mortos
Tudo na lembrança
Tudo no passado...
Tudo uma dia vai ser ex-
Ex-qualquer coisa
Ex-
Amores que morreram
Que mataram.
Da vida só restarão os mortos
Dos afagos
O asco
Dos amores;
A dor.
Um cemitério
De adeus, de amores, de mães, pais, irmãos, amigos
E no fim
Um cemitério de mim !
Quiça um jardim de flores murchas.
Tudo na lembrança
Tudo no passado...
Tudo uma dia vai ser ex-
Ex-qualquer coisa
Ex-
Amores que morreram
Que mataram.
Da vida só restarão os mortos
Dos afagos
O asco
Dos amores;
A dor.
Um cemitério
De adeus, de amores, de mães, pais, irmãos, amigos
E no fim
Um cemitério de mim !
Quiça um jardim de flores murchas.
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