O velho pelo novo
O velho pelo novo velho
Até que ponto alguma mudança é mudança?
O certo pelo duvidoso
Até que ponto alguma coisa é certa?
O que é certo?
O que é novo?
Limites
Fronteiras
O amor vai até Aqui
Daqui não pode
Nem quer passar
O que é esse maldito amor
Que arde
Que é brando
Que sufoca?
O que é esse amor que acalanta
Que liberta
Que arde de prazer?
É diferente do que arde por arder
Com medo de se arrepender?
E no fim tudo terá sido arrependimento
Há anos me arrependo de ser eu
Precisamente quando nasci
Ser outro é coisa mais fácil
Viver a vida de outro é mais fácil
Não ser eu é mais fácil
Não escolher
Deixar que escolham
É mais fácil
Que amor é esse que impõe limites
Em nome do orgulho
Da possessividade?
Que amor esse que não liberta?
Gritos internos me rasgam a alma
Já não tenho obrigações de nada
Já não tenho nada
Se não for como eu quero
Não vou te amar...
talvez e só talvez, a poesia salve alivie as dores da alma entre tantos espinhos que nos espetam.
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