22/12/2010

Ritos e mais ritos


Comecei minhas histórias nesse blog sobre ritos de passagens. Ainda tenho  sobre o assunto uma visão estranha, para nao ser muito claro. Ah, as passagens, os tambores e as continuidades...
A ideia de mudança que se repete não é mudança. O que não se pode  querer é que não façam os seus ritos de passagens, crendo que estão passando para algum lugar...


reveillon  ,
aniversarios,
dias horas,
o passar do tempo,
o tempo...
indo passsado
comemorar a passagem do que sempre vai passar porque as coisas sobrevivem às pessoas
as pessoas passam, as coisas ficam
e a luta pas coisas ficam
e as passagens também
E sabemos que  são de ida!
Até o próximo rito. Chegaremos lá para comemorá-lo...
o passar do que não existe.
o tempo não existe, só suas marcas, agarre-as.
Feliz ano novo!

12/11/2010

Falácias

É assim que se diz
O que se quis
E o que não se quis:

Vou vivendo a minha vida
De aprendiz

Sem saber o que dizer
Só o que não fazer
Bom começo
Para não dar um bom tropeço...

That's why I just let you go...

03/11/2010

...



tic tic- tic- tac
Quanto mais tempo você conhce uma pessoa
significa que menos tempo você tem para viver com ela.
Pois, quanto mais conhcecemos uma pessoa
Tende-se a se afastar dela
A verdade da intimidade estraga qualquer relacionamento.

A vida é um cemitério de adeus
De amores mal-amados e mal vividos...

A vida é um estranho que nos invade a casa.

02/11/2010

Veritas

E a verdade vem a cavalo
E a verdade delonga

longa

E quando ela chega...
Voila
A verdade não chegou....
É apenas outra adequação social

E a verdade veio a cavalo
galopadas de verdades inventadas assim assim...
Ah, a verdade, não sabemos conviver com ela...
E as juras de amor eterno?
E o amor?

Ah, isso foi coisa da estação passada...
A moda agora são coisas do subúrbio
São entranhas vergonhosas
Um sem-teto
Para outro...
Que casalzinho mais munitinho...

01/11/2010

poker face...


Cara ou coroa
O amor é um jogo
Perde quem joga
Perde quem não blefa

O amor é um jogo
E nunca se sabe quem é o ardiloso jogador
O blefe prevalece embebido de doces palavras
Tão falsas quanto quem as inventa
Ah, o amor é estranho
Não, o amor não é para mim...

Porque dele só vejo o que há de ruim...
Ah, o maldito amor
Sempre a mesma rima
Que não vale a pena ser repetida
Dói, dói
tum-tum-tum tum.
Ai, ai, ai, o maldito amor

Vou tomar um cafezinho
para refrescar...

27/10/2010

LIBERTAS QUÆ SERA TAMEN ( arevolução existe, risos)


De tudo, só me arrempendo das oportunidades perdidas que juntei
estando
ao seu lado...

Sobrou um gostinho azedo de decepção
Com um gosto acentuado de alívio
e liberdade...

Enfim respirando fora do martírio
Enfim vivendo a minha vida
Sem fardos... atordoados.

libertas

20/10/2010

inania verba (pax est)


A
falta de paz é um indicativo de que você pode mais
Não  a  guerra em si
Mas de inquietação
de almas inquietas
Que querem mais
Do que a mais  pura serenidade
do apaziguamento existencial
Para existir, bem existido
tem-se  que estar em pé de guerra com você...
Porque a paz consigo mesmo não lhe trará muita coisa
É Liberdade pouca
Pouca cousa

Vou guerreando assim
comigo mesmo
Por uma hora venço eu
outra vence o outro eu.
E vou me nutrindo de mentiras
aqui
ali
acolá...

21/09/2010

Primavera

Primavera ao contrário
Hoje não nasce uma flor
morre em mim um jardim inteiro
que andava insepulto
Dizer adeus é se libertar....

Nasce em mim o esquecimento
Morre o maldito lamento
do que não e poderia ter sido


tudo poderia ter sido
que se dane o que não foi!

16/08/2010

Equiláteros


O verão passou
o azedo do verão fica
Aqui não se diferencia uma coisa da outra...

o verão passou
a paixão de verão me deixou
E eu não deixei ninguém...
essa minha mania de não dizer adeus
tampouco de saber e acatar
Adeus a-deus
A deus-dará

E vivendo no inferno onde as coisas não brotam
Esperando pela primavera quiçá
Tenha a esperança de sentir o cheiro acre de paixão
De novo na palma da mão
Sendo um títere qualquer
Vivendo no outono
Vivendo nem lá nem cá

Porque o verão me roubou
Me levou tudo em que acreditava
O cheiro ocre de vontade
A cor do roubo e do vazio
A cor do que foi 
nem chegou a ser...

E na primavera
Quimera equatorial
Equiláteros
Se acostume, nunca há
Amor igual...

15/08/2010

Eu tive um sonho
Foi logo enterrado, esquecido
Não tive com quem partilha-lo
Meu sonho ficou ali quieto calado

Foi algo patológico, ilógico
Um sonho em quem agonizava
Morria
Morria com uma dor menor da qual passei a vida inteira costumado
Humilhado sem socorro

Eu tive um sonho libertador
Ja não havia nada a perder
Restou-me a liberdade...

                                             "freedom is just another word when there's nothing left to lose"

Persona

Meias verdades
Meias mentiras
Desconfianças
Inteiras...

Meio desconfiado
Meio acreditado
Sem crédito

Cartão sem limite
Limite ultrapassado

Tô meio Cansado
Assim sem crédito para o que você diz
E você  o que diz...
???

02/08/2010

Mundo, Mundo, Vasto Mundo

Para mim o mundo é igual em toda parte
Quando eu me encontrar dentro de mim  
 Partirei para lugares  menos distantes...

18/07/2010

Tangente

Encontrar a derivada da função para poder encontrar o ponto pertencente à curva que forma uma tangente assíntota no gráfico?

Bem, eu vou saindo pela tangente...

15/07/2010

Rei sitae

"O rio fica lá
A água é que correu"

E quem é rio, quem é água?
Quem fica?
Quem passa??
Nem sei 

Só sei que o rio fica lá
A água também fica, mas só que em outro lugar,
  E no fim, o rio 

Nunca fica vazio...



10/07/2010

MUNDI

o meu mundo ultrapassa a compreensão de muitos
o meu MUNDO  ultrapassa o que eu entendo em mim...

o meu mundo cheio de mundo desmundos 
o meu mundo sistema uno
mundo

 profundo assim assim

01/07/2010

Ergo sum

       A pessoa diferente que somos cada vez que nos encontramos com uma pessoa diferente. 
         É estranho, confuso e até bizarro o que algumas gentes despertam na gente e no que a gente se transforma em suas diversas presenças...
Algumas deixam na gente uma saudade da gente, da pessoa que nunca mais seremos porque nunca mais nos veremos. Eu tenho estado no limbo nessa condição patológica em não dizer adeus ao meu eu emprestado do outro que me despertou o que quiça nem fui, ou quiçá apenas sonhei em ser o que sentia  ser naquele momento que me prende no passado que me  faz crer que foi meu melhor eu ou o seu melhor ser. 
            Nem pesaria a minha dor por não ser mais o que cri ser a melhor parte de mim que estava escondida e que foi descavada de forma brutal, feroz, vívida e apaixonada... Eu não me acho mais tal qual, porque me esvaziei no que achei ser eu, em minha plenitude. Tenho me cansado de me procurar, de não ser mais o ente que presumi ser quando em presenças furtivas... 
           Tenho-me perdido e esquecido nas cinzas do tempo, e não me esqueço do que fui e nem me agrado mais do que sou. Estou me sentindo confuso nesse texto prolixo, porque me perdi comigo mesmo, de um modo estúpido e em cada braço  e abraço queria me reencontrar naquele momento em que mais fui eu... 
            E eu nunca mais serei eu como eu gostei de ser eu...

24/06/2010

Amica Veritas

São joão, Cai, cai balão!!!
A amizade, que anda meio em  descredito, bateu à minha porta nesse São João...
Babados, xotes, xaxados e dance music, arraiá sem nome, ou quiça apenas, AMIZADE.
Ser parte de um grupo ou ser excluído, ou excluir é uma comida tipica nao só das festas juninas, mas de toda sorte de festa.


 O são João, esse ano,foi mais do que fogueiras, bombas e explosões,foi uma constatação pessoal de infinitos pontos perceptivos

Solte suas cobrinhas
Seus traques de moças
Seus rojões
Busca-pé
Busque a vida

A luta de viver

E viva a  buscar...

21/06/2010

Broken Strings



reatei coisas partidas, crendo que seria a mesma coisa e que tudo seria da mesma intensidade de outrora. É, meu amigo, você pode emendar o cordão partido, mas nunca, nunca mesmo ele será o mesmo. Portanto, assim que ele partir, procure um novelo novo, inteiro e alinhave sempre novas peças, novas fazendas chegarão para novos modelitos. Esqueça os da estação passada. E como diria Machado, muitas vezes somos apenas agulhas para um bando de linhas ordinárias!

20/05/2010

Un Poème dans son Intégralité


Não sou muito de prosa, porque sou precoce, sou direto, e por vezes e horas, até grosso. Mas, hoje, hoje  eu seria de prosa. Seria uma prosa devastadora, um cataclismo voraz  que como nas delongas de um romance iria carcomendo as histórias, como em um fenômeno autofágico.
Não sou de delongas, não sei explicar, já entendo... E se eu entendo qualquer  um seria capaz de entender tudo. Não considero de extraordinário nada daquilo que eu  possa fazer, não  o acho pelo menos nos outros... Ah, continuo sem achar nada ainda. Porque de fato não procuro. Minha vida não tem sido procura, vez ou outra até que acho algo, e que nem gostaria de ter achado, outras que nem gostaria de ter perdido, pois essa massacrante  historia de que o passado, sempre com aquele tom melancólico, foi de certa forma, ainda que em idéia, melhor do que  o dolorido presente, porque a dor do passado não dói, o passado só existe em  na dor que passou, enlutada e já esquecida. Ah, a prosa, corre solta, disfarçada procurando meios, enleios para dizer o que a poesia diria  assim do nada, num simples: “eu te amo”. Mas a vida em prosa não se resume a um simples “eu te amo”. Vai envolver um “eu”, “um você” e todos os o outros que são a favor ou contra, ou os que  ainda se fazem de Suíça. E  ela, a poesia, nem só de “eu te amo” vive, persiste num sonho de um lado só, num acordado só: A dor dos outros não dói. E por que o amor teria companhia nessa desventura que antes mesmo de começar já esta fadado ao fracasso? Ah,  o amor, a prosa, a poesia, a vida: será que eles tem algo  em comum?
Nem sei, eu ao tenho nada em comum com ninguém em lugar algum, o ente alienígena que vaga assim diferente de todos em todo canto. Viverei a síndrome de avestruz. Assim, assim... vou proseando, assim assim...


Grey Day

Cloud grey day
the rain brings me some pain
who cares anyway?

30/04/2010

Speicher Farbe


Pintei as paredes de outras cores
De cores que não foram nossas
Quando suas lembranças baterem à porta
Elas não se reconhecerão
Em cada novo canto colorido que eu olhar
Você não estará mais lá...

Pintei tudo de novas cores
Pintei tudo
E meu coração ainda deixo-o negro
Enlutado
Na negra dor
Das cores que não  veremos  mais juntos...

29/03/2010

Tic- tac tic-tac tic...

Contagem regressiva, sucessiva, contagem

Não se sabe se se passa
se se começa
se o fim está  perto ou longe
a vida é uma sucessão de dias
de vidas que se enroscam
que se limitam
na trincheira
da esperança qualquer
ah, a vida
o que passa no mundo
do fundo da alma
??????????????
a vida é um ano após o outro
e no meio uma ou outra vida qualquer
que passa assim, assim
e apenas passa fica pra trás
pra frente
que fica e apenas fica


Happy birthday to me...

27/03/2010

UTILE DULCI

" Pessoas merecem um pouco mais nas suas vidas do que apenas a verdade", isso foi lido ou ouvido em algum lugar...
Pois é, é de mentiras que elas, as pessoas, querem viver...
você vive de quê?
ouve o quê?

Será verdade isso o que você lê?
Escreve
fala
respira?
e essa verdade toda
deveria ser maquiada

Essa verdade deveria ser mentira


Quanto de você é verdade?
ou você é apenas o que você acha que eles merecem?

Será que você já se perdeu nos merecimentos alheios??


Mentira tira você de onde você não quer estar...


Não, obrigado, Não queremos a verdade, mereço algo melhor.

05/02/2010

Enteléquia


    Ser qualquer um deles na aparência, na idade, no jeito, nas atitudes, não faria de mim nada diferente do que sou. Sugaria apenas sua juventude, me poupando de seus medos, defeitos, já tenho o suficiente em mim. Mergulhado num caldeirão de palavras, todas inúteis, são incapazes de me libertar de qualquer coisa que eu sinta. Aquela beleza, aquele olhar aquela juventude nunca foram meus, nunca serão. Porque eu sou qualquer coisa, menos o que queria, porque eu tenho tudo, menos o que quero, o que possivelmente de deleitaria. Mas ainda que tivesse, de cero, passaria a não ter valor; me perderia de vislumbrando a juventude passando, eu perdido no umbral.
O que eu queria sentir esse meu caldeirão não me dar uma chance de explicar, toda essa inutilidade vocabular me deixa incomunicável, inerte, incerto. Apenas um humano que não se compraz em estar aqui, ou ali, pois sou deveras miserável:só quero o que não tenho.

03/01/2010

Faites vos jeux

 As Verdades e as (in)verdades são peças do jogo do (in) consciente humano. O que  somos, o que fomos, o que seremos depende da manipulação das peças. O que lhe agrada mais,ter a ilusão de que conhece sem o conhecer ou desconfiar do desconhecido que nunca poderá  vim a ser?  Somos todos um enígma!Que sábia conclusão! Você é demais!Mundos,! infinitos  e misteriosos mundos!
Como seria terrível a inexistência dos nossos segredos! É fascinante descobrirmos em nós mesmos um ser (re)novado a cada amanhecer. Bom,dependendo da forma de manipulação das pecinhas, pode ser que agrademos ou não! Se é que precisamos agradar! Se é que não nos bastemos! Sonhar é preciso. É a única via de acesso ao conhecimento do nosso "EU". e quem quer ser eu se ser outro é melhor? (dizem).