A vida, esta minha , tem sido um eterno desamor. Não amo, esqueço. Amo de novo porque esqueço e desamo porque me lembro.
"Parece que só se ama errado nesse mundo" . Entreguei meu amor de graça, , ai pelas beiras das praças, pois acredito na graça do amor, e a tudo e todos que eu julgo digno do meu amor, cuidar. Mas vivemos de ingratidão.
Hoje um par de ex-amores fazem aniversário. Me lembro do dia do parto, da correria e da surpresa pela antecipação da data. Da quase morte de deles e que anos mais testemunhei a quase vida desse mesmo que quase morre.
Hoje é o aniversário deles, mas assim como todos que amei, eles estão mortos (para mim, ainda que me assombrem) não lhes posso desejar o o ordinário feliz aniversário. Suas existências já não me dizem mais nada. Um bafo de arrependimento talvez. Uma amalgama mal feita de coisas sem sentidos talvez. Eles fazem aniversário hoje , mas já me morreram há muito. Morre muita gente. Meu coração é um cemitério. É meu quintal uma cova a céu aberto.
talvez e só talvez, a poesia salve alivie as dores da alma entre tantos espinhos que nos espetam.
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