Há tantas sessões, que só sobram razões para hiatos. Os catetos não se somam não acham as somas inequívocas e patentes. E matematicamente exatas. Nosso coração não. Mais corpos quebrados arremessados ao léu. Não! Somas, sobras, restos, nada, multiplicados por zero, potências infinitas de dores. Não. Isso não é amor. É desfaçatez, olhar oblíquo dissimulado de servidão mentirosa.
Amor não se pede. Não se demanda. Se ganha.
Ao sinal do primeiro xingamento a gente corre. Corre pra bem longe. Não há escapatória a verdade é aquela dita na hora da fúria. Da a angústia.
Amor não descava neurose, não embrutece coração e serve à mesa uma psicose à flor da pele.
Amor serve música aos ouvidos , ao corpo, ao corpo de ambos.
Palavras doces e macias , a ambos!
Platitudes gentis, a ambos. Não é servidão em troca de meias moedas seja lá de que for. É de graça, pela graça e por a graça. Ah, o amor.
Acho que cheguei até aqui dizendo eu te amo, sem verdadeiramente ter amado alguém. Ninguém me cabe e não eu não caibo em ninguém.
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talvez e só talvez, a poesia salve alivie as dores da alma entre tantos espinhos que nos espetam.
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