O que está tatuado nas veias
não são nomes.
São faltas.
Tinta vermelha
correndo quente
entre músculo, sangue e nervos.
Cada sístole, uma lembrança.
Cada diástole, a mentira
de que passou.
Não é um coração.
É o lugar onde o esquecimento
fracassa.
Fingimos esquecer.
O sangue não.
Ele sabe.
Nenhum comentário:
Postar um comentário