Minha vida é do tamanho de um ciclo da maquina de lavar-roupas
No modo econômico
Um enxague
E pronto
Vida lavada
Arrancada
Sem marcas
talvez e só talvez, a poesia salve alivie as dores da alma entre tantos espinhos que nos espetam.
14/05/2009
02/05/2009
Paralelas
Tenho esquecido algumas portas abertas
Ou sempre tenho a impressão de
Tê-las deixado abertas
Por que não as fecho, afinal?
A sensação da porta aberta
Apreensão
A qualquer momento alguém entrará
A qualquer momento serei tomado de assalto
Algumas portas não foram fechadas
Foram relegadas ao léu
Não tenho forças para fechar as portas, por completo
Esqueci-me das chaves
Não tenho as chaves
Algumas portas fecharam-se na minha cara
E outras ainda que entreabertas
Não me deixam passar
Tantas dores encobertas
Vistas pelas frestas das portas
Ou sempre tenho a impressão de
Tê-las deixado abertas
Por que não as fecho, afinal?
A sensação da porta aberta
Apreensão
A qualquer momento alguém entrará
A qualquer momento serei tomado de assalto
Algumas portas não foram fechadas
Foram relegadas ao léu
Não tenho forças para fechar as portas, por completo
Esqueci-me das chaves
Não tenho as chaves
Algumas portas fecharam-se na minha cara
E outras ainda que entreabertas
Não me deixam passar
Tantas dores encobertas
Vistas pelas frestas das portas
12/04/2009
Dicotomias
O velho pelo novo
O velho pelo novo velho
Até que ponto alguma mudança é mudança?
O certo pelo duvidoso
Até que ponto alguma coisa é certa?
O que é certo?
O que é novo?
Limites
Fronteiras
O amor vai até Aqui
Daqui não pode
Nem quer passar
O que é esse maldito amor
Que arde
Que é brando
Que sufoca?
O que é esse amor que acalanta
Que liberta
Que arde de prazer?
É diferente do que arde por arder
Com medo de se arrepender?
E no fim tudo terá sido arrependimento
Há anos me arrependo de ser eu
Precisamente quando nasci
Ser outro é coisa mais fácil
Viver a vida de outro é mais fácil
Não ser eu é mais fácil
Não escolher
Deixar que escolham
É mais fácil
Que amor é esse que impõe limites
Em nome do orgulho
Da possessividade?
Que amor esse que não liberta?
Gritos internos me rasgam a alma
Já não tenho obrigações de nada
Já não tenho nada
Se não for como eu quero
Não vou te amar...
O velho pelo novo velho
Até que ponto alguma mudança é mudança?
O certo pelo duvidoso
Até que ponto alguma coisa é certa?
O que é certo?
O que é novo?
Limites
Fronteiras
O amor vai até Aqui
Daqui não pode
Nem quer passar
O que é esse maldito amor
Que arde
Que é brando
Que sufoca?
O que é esse amor que acalanta
Que liberta
Que arde de prazer?
É diferente do que arde por arder
Com medo de se arrepender?
E no fim tudo terá sido arrependimento
Há anos me arrependo de ser eu
Precisamente quando nasci
Ser outro é coisa mais fácil
Viver a vida de outro é mais fácil
Não ser eu é mais fácil
Não escolher
Deixar que escolham
É mais fácil
Que amor é esse que impõe limites
Em nome do orgulho
Da possessividade?
Que amor esse que não liberta?
Gritos internos me rasgam a alma
Já não tenho obrigações de nada
Já não tenho nada
Se não for como eu quero
Não vou te amar...
25/03/2009
Photo, Luz, Imagem
Estagnada
uma imagem
Uma fotografia
O fogo congelado
Brando
Mostrando
o sempre
O mesmo
A foto
A luz congelda
Parada
Freeze, Freeze
Estátuas esculpidas pela
lLuz
A foto
Pára o tempo
A máquina do Tempo
O retrato esquálido
O testemunho de que a vida
Passa
O espelho não mente
O cérebro esquece
Fica demente
Você envelhece...
A fotografia não mente
O espelho
De repente
Você se olha e não é mais
O mesmo
O tempo passou
Você nem percebe
Ainda é pueril
Ridículo
Tic-tac
tic-tac
fotografias
fotografias
Amenizam as agonias.
Eu já fui uma brasa
Hoje nem ardo mais...
Apagado
Lightgraphy?
Luzgráficos?
Photo?
Luz
Radicais livres
Que aprisionam
Em breve a luz cessa
E no escuro todos os gatos são
Pardos
Mesmo no escuro
Eu não sou uma coisa nem outra
Foto-luz, rugas-registros, passa-tempo
O retrato esculpido pela vida
pela luz
pela dor
faz de mim o que sou
Novo ou velho
Já não sou mais o mesmo
Já não sou eu
Quem sou?
Quem quero ser?
uma imagem
Uma fotografia
O fogo congelado
Brando
Mostrando
o sempre
O mesmo
A foto
A luz congelda
Parada
Freeze, Freeze
Estátuas esculpidas pela
lLuz
A foto
Pára o tempo
A máquina do Tempo
O retrato esquálido
O testemunho de que a vida
Passa
O espelho não mente
O cérebro esquece
Fica demente
Você envelhece...
A fotografia não mente
O espelho
De repente
Você se olha e não é mais
O mesmo
O tempo passou
Você nem percebe
Ainda é pueril
Ridículo
Tic-tac
tic-tac
fotografias
fotografias
Amenizam as agonias.
Eu já fui uma brasa
Hoje nem ardo mais...
Apagado
Lightgraphy?
Luzgráficos?
Photo?
Luz
Radicais livres
Que aprisionam
Em breve a luz cessa
E no escuro todos os gatos são
Pardos
Mesmo no escuro
Eu não sou uma coisa nem outra
Foto-luz, rugas-registros, passa-tempo
O retrato esculpido pela vida
pela luz
pela dor
faz de mim o que sou
Novo ou velho
Já não sou mais o mesmo
Já não sou eu
Quem sou?
Quem quero ser?
24/03/2009
Perfeito
Hoje eu iria criar a poesia mais perfeita
Mas vou deixar para depois
Num momento de ócio criarei
o meu criativo
Disperso
longe de dipersões
Criarei o verso mais bonito do mundo
Em um segundo serei famoso
Perfeito, pronto e acabado
Mas isso
isso só amanhã
Hoje é cedo demais
Amanhã quem sabe
Tarde demais...
Amanhã farei coisas quen unca fiz
Me lançarei no espaço
ao passo da mais doce canção
que ainda irei compor
Amahã
se ainda houver tempo
Farei um novo mundo
Mas só amanhã
Hoje estou Cansado.
Mas vou deixar para depois
Num momento de ócio criarei
o meu criativo
Disperso
longe de dipersões
Criarei o verso mais bonito do mundo
Em um segundo serei famoso
Perfeito, pronto e acabado
Mas isso
isso só amanhã
Hoje é cedo demais
Amanhã quem sabe
Tarde demais...
Amanhã farei coisas quen unca fiz
Me lançarei no espaço
ao passo da mais doce canção
que ainda irei compor
Amahã
se ainda houver tempo
Farei um novo mundo
Mas só amanhã
Hoje estou Cansado.
23/03/2009
Norte
Talvez, de fato a única direção seja
O Norte.
Avante rumo ao norte
Norteado
Norteando
Rateando
tateando...
Na direção
Norte que rima com morte
E quiça com sorte
Consorte
De novo apenas um Norte
ainda que vil ou torpe
É sempre o rum do norte
É pra lá que se aponta
A ponte ruiu...
Ah, sorte infame
descrente...
Sem rumo
No fim
O Norte.
Avante rumo ao norte
Norteado
Norteando
Rateando
tateando...
Na direção
Norte que rima com morte
E quiça com sorte
Consorte
De novo apenas um Norte
ainda que vil ou torpe
É sempre o rum do norte
É pra lá que se aponta
A ponte ruiu...
Ah, sorte infame
descrente...
Sem rumo
No fim
11/03/2009
Pontes e fronteiras
Se permitir ir além e de repente esse além o deixa
Aquém
Se permitir ir ao encontro de dois mundos
Que se chocam, colidem
impossíveis de se tornarem um só
Só você é um
o outro
os outros
não...
Quero ir além da fronteira do comodismo
Convencional
Me convençam de que estou errado
De que não posso amar
O Norte
O Sul
Qual seria o problema
De viver em dois mundos?
Por que não posso ser lunático?
Dramático?
Quem? eu?
Não, Não!!!
Quero ser uma ponte
Não quero o Norte nem o Sul
quero ligá-los um ao outro
Quero-osligados a mim
quero ser a ponte destoante
Quero ser a ponte...
Aquém
Se permitir ir ao encontro de dois mundos
Que se chocam, colidem
impossíveis de se tornarem um só
Só você é um
o outro
os outros
não...
Quero ir além da fronteira do comodismo
Convencional
Me convençam de que estou errado
De que não posso amar
O Norte
O Sul
Qual seria o problema
De viver em dois mundos?
Por que não posso ser lunático?
Dramático?
Quem? eu?
Não, Não!!!
Quero ser uma ponte
Não quero o Norte nem o Sul
quero ligá-los um ao outro
Quero-osligados a mim
quero ser a ponte destoante
Quero ser a ponte...
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