09/05/2008

Prazer é defctivo


O prazer tem vários nomes. Várias maneiras, jeitos de se manifestar, vários fetiches.

Nesse momento as pontas dos meus dedos doem, sangram. A unicofagia é patente em meus hábitos, acho, algumas vezes, que beiro a antropofagia. Tiro sangue dos meus dedos/unhas. Um prazer dolorido deixa escorrer uma lagrima do canto do meu olho. Mas continuo, afinal não há prazer sem dor. E nesse momento a dor é o próprio prazer . O masoquismo faz parte. Apenas não sei em que momento comecei a arrancar as unhas com meus próprios dentes e achar isso um atenuante para outras dores que transcorrem em meu ser.

Uns sobem montanhas, saltam de pára-quedas. Eu estraçalho as minhas unhas com meus dentes, prático e barato. Aquele gosto de ferrugem do sangue que sai pelos cantos dos dedos é extático. Será que sou hematófago?

Prazer maior mesmo, só em não fazer, absolutamente, nada. Ocioso, nem sair, nem entrar, nem roer as unhas. . .

O prazer se manifestas em várias nuances... até na tristeza se tem prazer...

04/05/2008

MITONAUTA


Há em mim mundos diversos, tantos que alguns deles nem ouso entrar, circundar.

Há em mim tantas pessoas, que muitas desconheço, ignoro ou tenho medo. E dentro de umas dessas pessoas, confesso que tive, em algum momento de minha existência, o que costumam chamar de sonhos. Sim! Tive alguns sonhos que se esvaeceram com o passar dos anos. Nessa lonjura de anos já vi todos os tipos de (in)verdades que já não me permitem mais sonhar. Os sonhos estão todos sepultados. Vive-se cada sonho com a esperança do próximo dia não chegar... Não tenho pressa...

MITONAUTA

Há em mim mundos diversos, tantos que alguns deles nem ouso entrar, circundar.

Há em mintas tantas pessoas, que muitas desconheço, ignoro ou tenho medo. E dentro de umas dessas pessoas, confesso que tive, em algum momento de minha existência, o que costumam chamar de sonhos. Sim! Tive alguns sonhos que se esvaeceram com o passar dos anos. Nessa lonjura de anos já vi todos os tipos de (in)verdades que já não me permitem mais sonhar. Os sonhos estão todos sepultados. Vive-se cada com a esperança do próximo dia não chegar... Não tenho pressa...

13/04/2008

VIVER É EVITAR A MORTE


Viver é evitar a morte (13.04.2008)

Se é verdade, acho que não sei até quando vou suportar esta luta injusta. Perdas constantes de referências de infância, coisas de criança, pessoas de criança me somem o tempo todo. Deixo coisas para trás, sou deixado para trás em nome da sobrevivência. Sobreviver a quê? A mim mesmo? Já não resisto. Ao outro? Já não resisto.

Retalhos, pedaços de meias-verdades , de uma verdade inexistente. Onde nos perdemos que não mais nos encontramos? Quem vai sobreviver mais? Aquele que mais esquecer? Que mais deixar outros para trás?

Morrer é alcançar a vida...

07/04/2008

O PASSAR DO TEMPO


COISAS , SERES, IDÉIAS MORREM, SE ACABAM O TEMPO TODO. SE REPARAR BEM, ESSA MUDANÇA PERENE É ANGUSTIANTE. ESTAMOS DE LUTO O TEMPO TODO, POIS A TODO MOMENTO ALGUÉM MORRE, ALGO DEIXA DE EXISTIR, VOCÊ PÁRA DE EXISTIR, AS PESSOAS QUE VOCÊ EGOISTICAMENTE MAIS AMA, PARAM DE EXISTIR, DE REPENTE NÃO MAIS DO QUE NO REPENTE... E NA ANGÚSTIA PERENAL A DOR DO INEXISTIR SUPERA A DOR DO EXISTIR. VIVER É EVITAR A MORTE. NO ENTANTO É UM DESVIO INÚTIL : "LIFE IS JUST A DREM ON THE WAY OF DEATH". E ONDE ELA ESTÁ? NÃO SABEMOS NUNCA, DAÍ NAO SE EVITA A MORTE, SE MORRE E DEIXA OS VIVOS MORRENDO UM POUCO A CADA DIA , AGORA DA DOR DO INEXISTIR E EXISTIR AO MESMO TEMPO. A DOR DA PERDA, E A DOR DOS RESTOS QUE FICAM VIVOS. HÁ RESTOS DE TUDO POR TODA PARTE. MORRE-SE MAS NAO SE DEIXA DE (IN)EXISTIR...

31/03/2008


Meço os paços

Por que me impeço de caminhar?

Peso os passos

Piso leve

Porque não quero ser pesado

Porque não quero levar nada tão resolutamente

A sério

Mas meus passos são como chumbo

Meus pensamentos plumas

Passo com todo peso

Mas não me noto

Não faço nota

Tudo destoa

Porque tudo o que eu faço

Faço à toa

Busco rimas toscas

Esquálidas, pálidas

Tímidas, inúteis

Os meus passos são leves e são pesados

Leves porque não me tiram do lugar


Pesados porque não me deixam sair...


Meço, peso, pondero os passos

E não passo

E não fico...

Paralisia

Disritmia

Agonia

Meus passos são leves

Os meus pensamentos

Que pensam

Que pensam

Que são profundos

Fundos...



Me afundam....


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24/03/2008

...


Incauta dor do existir

Mais incauta ainda é

A soledade que não me deixa partir

A navegar nessas galés

E navegar me levaria além-mar

Para o fundo que é te amar

O amor faz soçobrar?