talvez e só talvez, a poesia salve alivie as dores da alma entre tantos espinhos que nos espetam.
20/10/2010
inania verba (pax est)
A falta de paz é um indicativo de que você pode mais
Não a guerra em si
Mas de inquietação
de almas inquietas
Que querem mais
Do que a mais pura serenidade
do apaziguamento existencial
Para existir, bem existido
tem-se que estar em pé de guerra com você...
Porque a paz consigo mesmo não lhe trará muita coisa
É Liberdade pouca
Pouca cousa
Vou guerreando assim
comigo mesmo
Por uma hora venço eu
outra vence o outro eu.
E vou me nutrindo de mentiras
aqui
ali
acolá...
21/09/2010
Primavera
Primavera ao contrário
Hoje não nasce uma flor
morre em mim um jardim inteiro
que andava insepulto
Dizer adeus é se libertar....
Nasce em mim o esquecimento
Morre o maldito lamento
do que não e poderia ter sido
tudo poderia ter sido
que se dane o que não foi!
Hoje não nasce uma flor
morre em mim um jardim inteiro
que andava insepulto
Dizer adeus é se libertar....
Nasce em mim o esquecimento
Morre o maldito lamento
do que não e poderia ter sido
tudo poderia ter sido
que se dane o que não foi!
16/08/2010
Equiláteros
O verão passou
o azedo do verão fica
Aqui não se diferencia uma coisa da outra...
o verão passou
a paixão de verão me deixou
E eu não deixei ninguém...
essa minha mania de não dizer adeus
tampouco de saber e acatar
Adeus a-deus
A deus-dará
E vivendo no inferno onde as coisas não brotam
Esperando pela primavera quiçá
Tenha a esperança de sentir o cheiro acre de paixão
De novo na palma da mão
Sendo um títere qualquer
Vivendo no outono
Vivendo nem lá nem cá
Porque o verão me roubou
Me levou tudo em que acreditava
O cheiro ocre de vontade
A cor do roubo e do vazio
A cor do que foi
nem chegou a ser...
E na primavera
Quimera equatorial
Equiláteros
Se acostume, nunca há
Amor igual...
Equiláteros
O verão passou
o azedo do verão fica
Aqui não se diferencia uma coisa da outra...
o verão passou
a paixão de verão me deixou
E eu não deixei ninguém...
essa minha mania de não dizer adeus
tampouco de saber e acatar
Adeus a-deus
A deus-dará
E vivendo no inferno onde as coisas não brotam
Esperando pela primavera quiçá
Tenha a esperança de sentir o cheiro acre de paixão
De novo na palma da mão
Sendo um títere qualquer
Vivendo no outono
Vivendo nem lá nem cá
Porque o verão me roubou
Me levou tudo em que acreditava
O cheiro ocre de vontade
A cor do roubo e do vazio
A cor do que foi
nem chegou a ser...
E na primavera
Quimera equatorial
Equiláteros
Se acostume, nunca há
Amor igual...
15/08/2010
Eu tive um sonho
Foi logo enterrado, esquecido
Não tive com quem partilha-lo
Meu sonho ficou ali quieto calado
Foi algo patológico, ilógico
Um sonho em quem agonizava
Morria
Morria com uma dor menor da qual passei a vida inteira costumado
Humilhado sem socorro
Eu tive um sonho libertador
Ja não havia nada a perder
Restou-me a liberdade...
"freedom is just another word when there's nothing left to lose"
Foi logo enterrado, esquecido
Não tive com quem partilha-lo
Meu sonho ficou ali quieto calado
Foi algo patológico, ilógico
Um sonho em quem agonizava
Morria
Morria com uma dor menor da qual passei a vida inteira costumado
Humilhado sem socorro
Eu tive um sonho libertador
Ja não havia nada a perder
Restou-me a liberdade...
"freedom is just another word when there's nothing left to lose"
Persona
Meias verdades
Meias mentiras
Desconfianças
Inteiras...
Meio desconfiado
Meio acreditado
Sem crédito
Cartão sem limite
Limite ultrapassado
Tô meio Cansado
Assim sem crédito para o que você diz
E você o que diz...
???
02/08/2010
Mundo, Mundo, Vasto Mundo
Para mim o mundo é igual em toda parte
Quando eu me encontrar dentro de mim
Partirei para lugares menos distantes...
Quando eu me encontrar dentro de mim
Partirei para lugares menos distantes...
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