03/01/2010

Faites vos jeux

 As Verdades e as (in)verdades são peças do jogo do (in) consciente humano. O que  somos, o que fomos, o que seremos depende da manipulação das peças. O que lhe agrada mais,ter a ilusão de que conhece sem o conhecer ou desconfiar do desconhecido que nunca poderá  vim a ser?  Somos todos um enígma!Que sábia conclusão! Você é demais!Mundos,! infinitos  e misteriosos mundos!
Como seria terrível a inexistência dos nossos segredos! É fascinante descobrirmos em nós mesmos um ser (re)novado a cada amanhecer. Bom,dependendo da forma de manipulação das pecinhas, pode ser que agrademos ou não! Se é que precisamos agradar! Se é que não nos bastemos! Sonhar é preciso. É a única via de acesso ao conhecimento do nosso "EU". e quem quer ser eu se ser outro é melhor? (dizem).

20/12/2009

FIAT LUX....


Companhias de uma noite solitária.
Companhia para um pulmão ofegante e um fígado agonizante,
para distraírem uma alma perdida
numa noite quente de um verão qualquer
em frente a uma tela negra.

15/12/2009

SELF...


            Em mim restava apenas a leve risada, às vezes bem pesada e estridente: uma tentativa de interagir e de ser irresponsável. Mas em mim jaz um velho rabugento que no fim desconhece seu lugar. As tentativas foram inúmeras, e eu não pertencia àquilo, não pertecencia  
a nada... 
           Esses arroubos existencialistas de toda sorte me irritam... Existo, existo, e já basta, ou pelo menos já bastaria.
- Nothing is enough, nothing is good enough to exist itselself, myself...

04/12/2009

Listning...

A letra não retrata o meu atual "espírito", mas é bonitinha e a música muito boa, na voz de Billie Holiday...

Trav'lin', trav'lin' all alone

I'm so weary and all alone
Feel tired like heavy stone
Trav'lin', trav'lin' all alone
Who will see and who will care
Bout this load that I must bear
Trav'lin', trav'lin' all alone
Prayers are said to heaven above
'Bout my burdens,woes and love
Head bowed down with misery
Nothing now appeals to me
Trav'lin', trav'lin' all alone

Give me just another day
There's one thing I want to say
Friends are well when all is gold
Leave you always when you're old
Trav'lin', trav'lin' all alone


Há pessoas que nunca tiveram uma fase gold na vida, acho que só usaram essa palavra apenas para rimar com old, old... o que no fim é democrático, salvo os que morrem jovens...

18/11/2009

Amantes

- Hoje seria um dia em que mataria cada um desses idiotas - um por um - com requintes exagerados de crueldade. Imbecis!!!

- Hoje eu lhe daria uma metralhadora para que você não se cansasse, assim não correria o risco de ficar sem matar todos que você quisesse...



Ah, o amor é lindo, não?

28/10/2009


Uma combinação perfeita é dirigir e ouvir música. Antes mesmo de ligar o carro já ligo o rádio. Às vezes reduzo um pouco a velocidade para dar tempo de ouvir toda uma música antes de chegar ao meu destino...
Quando a viagem é longa, ah eu até posso correr, mas vou na velocidade, no compasso de cada musica que mergulha nos meus ouvidos. Ando armado com algumas horas de músicas. Afinal o que é uma vida sem uma canção?
Minha vida tem trilha sonora, meus momentos têm trilha sonora. Tanto que às vezes me acho até meio escravo, explico, algumas lembranças podem estar quase esquecidas, quando ouço tal musica, me vem na cabeça alguém, alguma coisa, um momento, ora, bons, ora ruins, isso nem importa, o que importa que a trilha sonora é boa, mesmo que a cena seja desagradável, ou que o personagem tenha sido apenas um bufão, e dái? Me fez rir, isso é bom, não?
De música em musica, vou suportando a vida, vou cantando para espantar qualquer coisa ruim que queira chegar, ou simplesmente vou cantando para não ficar no meu silêncio, quiçá tenho medo dele.

15/10/2009

Lumières


Não gosto do romantismo, mas se tivesse sido poeta teria sido poeta romântico; o spleen me acomete, o spleen me enche o saco, deveras. E minha vida oq eu teria sido ? um romance onde se morre de amor? Já isso eu não sei, não viveria por ninguém, muito menos morreria por alguém.
Dúbia a vida mas cá dentro dessas reentrâncias megalomaníacas eu me escondo, de mim e dos outros, só para não viver um romance romanesco, só para não, quiçá, morrer de amor, porque de amor não se morre se vive e eu, bem, eu não vivo. O dualismo me fascina . o maldito Empfindsamkeit, que coisa, não? Mas como não ser dicotomizado, costumizado no mundo em que todos são iguais? E lutam por essa igualdade maquiada?
O que será que vem agora ? o século de quê? Certamente não será nada a ver com o Aufklärung. O século dos retalhos, dos processos sereais, nada novo, mas de tempos em tempos tudo volta a determinado tempo, nostalgia pura, linearidade-cíclica o passado hora ou outra volta à Voga... E ser romântico nunca é antiquado... Je suis le Siècle des Lumières. Ops, quelqu'un éteint les lumières...
Turn off T
urn off Turn me on
Turn me on “And his dark secret love Does thy life destroy?”
William Blake